Ronaldo Porfirio Borges

December 16, 2007

E D G A R D M A N E I R A – C Á U

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 4:04 pm

O Zé Maneira teve vários filhos. Oito. Convivi com todos. Menos o Arico. O trabalho de Zé Maneira em ter esses filhos todos dependeu, em parte maior, de Dona Clotilde. Deles, o que melhor conheci foi o Edgard, o Cáu.

A partir do Colégio Dom Bosco o conheci mais de perto. Antes, numa festa escolar, eu o ouvi tocar um solo de clarineta. Talvez um trecho da “Cavalleria Rusticana”. Belíssimo. Perfeito, pude julgar depois. Vi e ouvi.

O tempo passou. E do “Delfim Moreira” fui para o “Dom Bosco”. Lá me fascinava a BIDB, Banda Infantil Dom Bosco: Padre Clóvis R. C. Vila Nova. Vendo a bandinha tocar, passando ou não, tive o atrevimento de poder integrá-la. Admitido, quis ser um clarinetista, inspirado na figura maior do Cáu. Integrei a banda mas desintegrei a música! Na expressão da época, eu era considerado ruim, péssimo músico. Mesmo assim, o padre Clóvis teve paciência e fiquei por ali, enganando. Enganando, mas à sombra do Cáu, a grande figura da banda.

Saído do Colégio, o Cáu, já Edgard, foi para Ribeirão Preto estudar. Passado algum tempo, para Ribeirão fui também, na trilha do Edgard.

O Edgard parado, no seu jeitão, anda muito mais que a maioria dos homens. Corajoso e ousado é um realizador. Não conheço alguém que tenha um registro seu, de medo. Não tinha e não tem medo. Nem de gente. Nem de situação. Nem do futuro. E, o que é mais, nem de ousar. O medo parece que tem  medo do Edgard, dele não se aproxima.

O Edgard, como o Cáu , é assim. Ele nunca correu, mas sempre chegou em tempo. É um corpo lento que suporta uma cabeça veloz e eficiente. O Edgard tem sete filhos. E os conheço a todos. Sei que vão porque sei de onde vieram. Vieram de uma fonte onde a força e a pureza de águas são Lyginha e Edgard.Os pecados do Edgard  - se ele os tiver -  são virtudes enlouquecidas, como diria: Chesterton. 

December 8, 2007

HOMENS AGEM. HOMENAGEM.

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 3:17 am

Homem singular o Joaquim Ewandinack Porfírio de Azevedo. Farmacêutico, professor, músico, empresário. Em tudo. Bem e útil o desempenhar. E o mais que eu sei era, era a paixão por jornais e jornalismo. Aí o tudo que foi, por pequeno que sim o universo aonde esteve por essa paixão. Não pequeno: o Correio de Araxá.   

Homem singular o Atanagildo Côrtes. É. Andando, perdido com rumo certo. Era aí que ele estava: a ver tudo. Fez a trama do tempo que via, deixando atrás de si os afazeres feitos que puxavam para o futuro. O jornal. Lá que ele estava. Estivesse ou não.  E com o tempo criou os registros que contêm a nossa gente, os idos e os já idosos. Vão nos ver no Correio de Araxá os que nos vierem. Vindos que virão conosco: caminheiros do passado. Um dia… 

Dois singular. Nem plural. Nem soma. Vão. Únicos.  … Fizeram.

Todos os sábados, cada sábado, sabemos como vamos, como estamos. Correio de Araxá.   

Estar é assim: Não esperar nada do futuro e não temer o passado. Fazer. Para lá e para cá, a felicidade é acreditar.   

Cinqüenta anos são uma agulha no palheiro de miríades de séculos! Um átomo nas contas de Deus; dos homens, um feito.   

                                    Araxá, maio 2007.

Só fica o que passa

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 2:51 am

“O avião tinha dois motores. Um estava parado. Voávamos em condições limites: velocidade baixa, próxima da mínima de controle, pouco acima das árvores e pouco abaixo das nuvens, que se confundiam com o chuvisco; o motor, o único funcionando, na potência máxima. Com uma asa mais baixa, para melhorar as condições de vôo, íamos indo, voando como era possível, roçando o impossível. A minha impressão era a de que, se não aparecesse uma clareira, ou um descampado, acabaríamos por chocar com a copa das árvores.  

A bordo, pouco mais de 20 pessoas. Em dado momento, percebi a presença do tenente médico, que integrava a tripulação, de pé, entre a minha cadeira e a do outro piloto. Disse a ele: ‘vá sentar-se e se amarrar porque o avião não vai agüentar, vai cair. E, amarrado, vai ser mais fácil ajuntar os seus pedaços! Vai.’ Ele não saiu do lugar. Nos olhamos rápido e duro, mais uma vez. Num átimo senti que o médico estava decidido e tranqüilo; queria estar ali.  

As árvores e as nuvens nos mantinham voando apertado, no sanduíche que formavam. Era uma linha do CAN, Correio Aéreo Nacional, o avião um C-47, e sobrevoávamos a Amazônia. 

Os aviões gostam é de voar, não de cair, ia pensando e paginando as coisas naquele resto de vôo quase impossível!  

Súbito, o terreno baixa, favorecendo nossa altura, e facilitando as condições de vôo. Agora podíamos transformar altura em velocidade e voar melhor. Estas condições foram evoluindo favoravelmente e acabamos por fazer um pouso seguro, com um só motor.  

À noite, durante o jantar, perguntei ao tenente: ‘porque você não obedeceu quando eu lhe disse para ir se amarrar?’ Respondeu-me: ‘O nosso fim parecia próximo e decidi ficar ali, junto de vocês, os pilotos, e participar dos últimos instantes do nosso vôo, ver tudo acabar. Foi isso.’  

Passados alguns anos, esse notável médico da Força Aérea, que se chamava Manuel Domingos Ribeiro Neto, e que quisera estar presente na própria morte, sofreu um infarte fulminante durante uma partida de tênis. Não chegou a ser socorrido. E não viu o que gostaria de ver. Ou não ver.Tudo passa.

                                                              E só fica o que passa!…”

O MENINO QUE NASCEU SEM ALMA

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 2:49 am

…”Não. Não posso batizar este menino. Não posso. Ele, ele nasceu sem alma! Não há o que remir o que perdoar, o que desfazer, o que começar a construir. Tudo nele está pronto. É puro, imaculado. Sem alma! Não posso entender. E, não podendo entender, não posso fazer. E fazer, aqui nesta hora, o que devemos, e porque de estarmos juntos neste lugar, que é batizar esta criança, liberta-la do pecado original….não deve ser feito. Ela não tem pecado original, porque não tem alma. Ele vem de tempos antes do tempo de Deus, e Deus não tem passado! O que vamos fazer? Eu, eu não sei. Vamos todos embora. E que todos nós tentemos entender. Entender, entendendo que antes do entendimento deve haver algo. Que algo é ou será esse. Não sei. Este menino  -  disto tenho certeza  -  ele vem de um lugar que precede a Deus. Disso estou seguro. Talvez ele seja um novo começo. Ou o único começo…  Quem me disse?

                                                                                      Araxá, 29/11/2007

Correio de Araxa 50 Anos

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 2:45 am

A primeira edição do Correio de Araxá circulou em 12 de maio de 1957. Há 50 anos. O Jornal se iniciava anunciando, no seu cabeçalho, que era “Semanário, Independente, Informativo e Noticioso”; o Diretor, Joaquim Evandinack (JE) Porfírio de Azevedo e o Redator-Gerente, Atanagildo Côrtes.   

No editorial é reafirmada a independência do semanário e a proposta de “pugnar, em todos os sentidos para o engrandecimento da nossa cidade e o bem estar de seus habitantes. Empenhar-nos-emos, enfim, para dar aos nossos leitores um bom jornal”.  

Esta edição trazia matérias assinadas por Wander Castro Alves e Leonilda Montandon, intelectuais da vida araxaense, bem como a coluna social Elite, enfocando uma entrevista com a sra Wanda Carneiro Santos, esposa do Prefeito Municipal, Domingos Santos. Nos anúncios, um  comercial de página inteira das Casas São Jorge.  

J. E. Porfírio de Azevedo – o Vande – tolerante e de ampla serenidade, era farmacêutico por formação, professor de idiomas, empresário, músico e guarda-livros (contador). Poliglota, não se cansava de ler e de se informar. E o que é mais, tinha paixão por jornais e jornalismo. O Correio de Araxá foi criado a sua imagem, coadjuvada pelo idealismo imorredouro de Atanagildo Côrtes.  

Em 1969, com a saúde debilitada, sentindo-se cansado e já com o olhar entristecido, J. E. Porfírio de Azevedo deixou o jornal, que passou a pertencer, juntamente com a Gráfica Rex, a Atanagildo Côrtes.  

Atanagildo são mais de cinqüenta anos de jornalismo. No Correio de Araxá,  co-fundador, chegou ainda jovem a convite de J. E. Porfírio de Azevedo para ser parceiro e Redator-Gerente do Jornal. Vande estava seguro da competência e da projeção de êxito que o futuro reservava para Atanagildo, que, hoje, mesmo sem o querer ou aspirar, é a grande figura  de nossa imprensa em todos os tempos. Liberdade, justiça e verdade são a essência  do seu jornalismo, que tem servido com dedicação ímpar  a Araxá e a sua gente, desde aquele 12 de maio de 1957.  

Atanagildo, o timoneiro seguro desses tantos anos, sabe que é melhor  navegar com esperança do que chegar.  E, como Terêncio, não afasta de si nada do que seja humano.  

VIR. IR E VIR. IR.

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 2:43 am

Casa. Casas. Muitas casas. No povoado tem casas, há casas no povoado. Povoado, cresce. As ruas começam, e começam a andar pelo povoado. Que povo há. Mais passam do que ficam. Há e não há. É a vida do começo. As ruas andam pela cidade. Cada vez menos anônimas, dizem para onde ir, porque saem e chegam. Saem e chegam. São as mesmas, a cada dia são mais, que nascem como ninguém sabe. Vão  surgindo e desmancham   o povoado da primeira razão, e fazem a cidade. A cidade que constrói mais e a cada dia diminui o lugar, o lugar nos lugares. Vai destruindo no construir.  

Aqui foi assim. O mesmo assim de todos os lugares que se fizeram, ou que se os fizeram. Aqui é diferente na igualdade! Porque é o nosso lugar. Um lugar que foi de um  que passava. E que dormiu. E que, depois dormiu de novo. E de novo. De novo, muitas vezes. E fez a dormida. E dormiu no que construiu para ajudar a outros que viver precisavam, e para isso tinham que dormir. Iam e vinham. Uns ficavam. E aumentavam os que iam e vinham. Também os que ficavam eram mais a cada dia. E era preciso melhor comer, e melhor dormir. A pousada fez a primeira casa, que fez a primeira rua, que virou a cidade, que fez o passado!  

E que vai acabando com o ser do passado, do povoado. Destruindo para construir! Que o ir e vir assim é. Sem saber o que quer.  

Havia esse espigão, antes aprazível. Ladeira suave. Córregos que se juntavam deixando espaço amplo sem só.  Colinas para o vigio. Nos córregos, que se uniam  quando impossível não o fazer, poços para os peixes e, depois, para o despeixe. Fim.  

É o espigão vindo lá de cima. De um descanso da serra, que criava a mata. A mata guarda os dela e a cabeça do espigão, que abrigava os nativos que eram seus,  eles dela.  

E um corte no tempo se faz por ser porque preciso é tirar do seu repouso os que nos trouxeram  para essa mata, que guarda a cabeça e  flancos do grande espigão. O espigão de Araxá.

Desde aqui para baixo, antes vindo da  milenar magnífica beleza da Bocaina Serra, assim nomeada, depois de velha, pelos que dela não tiveram notícia  do nome de antes, se abria o processo que  a dormida  do primeiro que aqui parou deu início. E vieram as casas, as ruas, os lugares, o particularizar do imenso espigão de Araxá , que contêm os nossos maiores, os maiores dos que aqui estão:                             

Antônio Jesuíno, Braga, Clarindo, Donato, Genaro, Joaquim de Paula, Jorge Akel, Max Neumann, Melchíades, Juca Pereira.     

E terá sido bom vir deles. E ir.  

31  de  MARÇO  de  2007   -   MATA DO OUVIDOR   -   ARAXÁ   FIM

HISTÓRICO DE JOSÉ PEREIRA BORGES

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 2:26 am

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Nasceu em Araxá no dia 5 do mês de junho de 1900. Filho de João Pereira de Rezende e de Etelvina Borges de Rezende, araxaenses.

Realizou os primeiros estudos em Araxá e, posteriormente, seguiu para Uberaba, afim de completar a educação no Colégio Diocesano, Marista.

Retornando a Araxá em 1917, passou a dedicar-se a atividades rurais, auxiliando o pai.

Em 1925, casa-se com Cecília Porfírio de Azevedo. O casal teve 17 filhos, dos quais 16 chegaram à idade adulta: Paulo Emílio Porfírio Borges, José Rubens, Cecília Beatriz, Paulo César, Aloysio Renato, Margarida Maria, Danilo André, Ronaldo Alencar, Maria José, Ana Maria, Marcos Roberto, Maria Elena, Maria Alice, Ricardo Vagner, Vitor Hugo, Leda Maria e Maria Virginia.

Espontâneo, de inteligência privilegiada e de invulgar perspicácia, convivia naturalmente com a verdade. Honesto, hábil e justo, José Pereira Borges foi um homem determinado, prudente, seguro de si e trabalhador.

Ele e sua mulher Cecília excederam ao tempo no trabalho para criar e educar 16 filhos, todos bons cidadãos. Homem do campo, viveu no campo. Sempre.

José Pereira Borges faleceu aos 88 anos, em Araxá. E aqui repousa.

Araxá, julho 2006

December 6, 2007

GRANDE JURI DO JORNAL CORREIO DE ARAXÁ: 2000 – 2004

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 3:13 pm

Uma nova secção estrelando hoje em nossas paginas: o grande júri do “Correio”   

Nela, os convidados da editoria deste jornal, em numero de oito, estarão respondendo, semanalmente, tema comum. 

2000

(24/06/2000)Trace, em ligeiras linhas, o perfil ideal do futuro prefeito da cidade.

Homem ou mulher de idéias, hábil no trato, acostumado ao trabalho conjunto, dotado de espírito de liderança e com algum carisma. Honestidade competência comprovada, dedicação à causa publica, experiência, etc, etc, já são pressupostos.    

(01/07/2000)Araxá esta precisando de que, a fim de sair do marasmo a que foi relegado?

 Andando por ai a gente constata que o paradeiro é geral e que a nossa cidade não está assim tão ruim. A questão é conjuntural e decorrente das políticas setoriais do governo federal, especialmente da política econômica. O que podemos fazer é dinamizar os segmentos mais importantes da economia municipal.    

(08/07/2000)Qual, no seu modo de ver, a tendência do eleitorado no que tange à composição da camara de vereadores? Dos atuais, quantos deverrao ser reeleitos?

A tendência é para renovação, que poderá chegar a 60%.   

(15/07/2000)Você é favorável ou contrário à dimiuição do número de cadeiras na cãmara municipal, conforme determina a lei que rege a matéria?

A câmara deveria custar menos e se para isso for imperativo diminuir o número de vereadores, que se diminua.   

(22/07/2000)Droga e violência: que fazer para combatê-las?

Educação. É a única cura para esses males e leva tempo. Por ora, aplicar a lei para ir remediando.   

(29/07/2000)Com a descaracterização de Araxá como cidade turística, que rumos ela terá que tomar a fim de sobreviver?

Continuar nos mesmos rumos. Essa aparente descaracterização é episódica. Passara.   

(05/08/2000)Você também é daqueles que acham que “Araxá já teve”?

Não. Araxá e fato e potencial. Aqui não há lugar para desesperança. Tantos são os fatores favoráveis.   

(12/08/2000)Uma sugestão sua para o próximo prefeito da cidade?

Adotar políticas consistentes para os setores de agropecuária e de turismo. E, em planos e programas fortes e ousados.  

(19/08/2000)Você acha que o prefeito e vereadores de Araxá ganham muito. ou está de bom tamanho o salário desses políticos?

Ganham.   

(26/08/2000)Há morte depois da vida, ou, vida depois da morte?

A humanidade, há séculos, acredita ou espera que haja vida após a morte. Acompanho.   

(02/09/2000)Aponte pelo menos vinte araxaenses notáveis, em todos os tempos, nos diferentes segmentos.

Abrahão Abilio Tannus, Agar de Affonseca e Silva, Álvaro Cardoso de Menezes, Dr. Antônio de Paiva Borges, Ana Jacynta de São José (D. Beja), Ariovaldo (Dino) e Norma Afonso, Padre Alaor Porfírio de Azevedo, Calmon Barreto, Dr. Danilo Cunha, Domingo Santos, Elias Porfírio de Azevedo, Ernesto Stefani, Geraldo Porfírio Botelho, Cap. Izidro Santos , Dom José Gaspar, Senador João Jacques Motandon, José Adolpho de Aguiar, Joviniano (Jove) Batista de Souza, Leonilda S. Motandon, Manoel de Paula Lemos (Neca Lemos), Dr, Pedro Pezzutti, Dr. Paulo de Almeida Machado, Paulo de Tarso Santos, Porfírio da Paz, Santos e Irmão, Thiers Botelho, Dr. Waldir Luís Costa.   

(09/09/2000)O governo federal ignorou os bolsões de miséria existentes em Minas Gerais (Especialmente no vale do Jequitinhonha e norte do estado), deixando esta que é uma das mais carentes unidades da federação fora do repasse de R$ 13,3 bilhões destinados as obras sociais nos 14 estados mais pobres dos pais. No seu modo de ver, por que FHC espezinha tenta nosso estado, desrespeitando-o assim, tratando-o com o patinho feio do Brasil?

Governo tem que ser imparcial e impessoal. Não sendo, é isso aí: picuinha prá cá, picuinha prá lá, etc, etc, etc.   

(16/09/2000)“Homem com homem vira lobisomem? Mulher com mulher vira jacaré? 

Não  

(16/09/2000)Tráfico de drogas: que fazer par estancá-lo e que destino poderia ser dado àqueles que o praticam?

É fundamental conscientizar, assistir e atender a população para que ela não veja vantagem em conviver com o tráfico. Para os traficantes, cadeia.   

(07/10/2000)Você comunga ou discorda deste pensamento de henny youngman: – “tenho todo o dinheiro de que preciso na vida desde que eu morra até as da tarde de hoje”.

Concordo, embora concordar ou discordar não sirva pra nada.  

(14/10/2000)“A desclaração é de “George Bernard Shaw: -” o casamento é uma associação entre um homem que consegue dormir com a janela aberta.” tá certo ou errado o nosso glorioso escritor e dramaturgo?

É isso mesmo. O casamento é a harmonia dos contrários para a perpetuação desses mesmos contrários. Mas Bernard show, se não me falha a memória, nunca se casou.   

(21/10/2000)Reforma agrária: um bem ou um mal necessário?

Nenhum dos dois. O tempo social é outro. Hoje, reforma agrária é demagogia e engodo.   

(28/10/2000)Você também acha que a lésbica é mais uma mulher tomando o mercado de trabalho do homem?

Não    

(04/11/2000)A Tv, tal como utilizada hoje no Brasil, educa ou deseduca? É boa ou perniciosa? Por quê?

Falta um bom código ético para a TV. Censura, não.   

(18/11/2000)Se “é de pequenino que se torce o pepino”, por que os psicólogos condenam a palmada dos pais ou responsáveis na educação dos filhos? “Bicada de galinha mata pinto”?

A palmada é conseqüência da raiva momentânea e não um zelo educativo. Não tem cabimento.   

(25/11/2000)No geral, os políticos das três esferas – municipal, estadual e  federal – podem ser considerados “farinha do mesmo saco”?

Como as três esferas entrelaçam os interesses eleitorais, é possível que, num dado momento, os três sacos contenham farinhas iguais.   

(02/12/2000)É verdade que “só o amor constrói?”

Não.   

(09/12/2000)Uma preocupação com o nosso município, com o nosso estado e com o nosso país.

Educação e Saúde.

 (16/12/2000)O araxaense do século?

Esteve ou está por aí. É impossível identifica-lo. 

 (23/12/2000)Honestamente, que tratamento você acha que deveria ser dado àqueles que, comprovadamente, tenham roubado do povo brasileiro: políticos, juizes, ministros, administradores, empreiteiros etc?

Cadeia. Muita cadeia.

2001

(27/01/2001) Novo prefeito, nova administração e retomada de novas iniciativas de ordem político-administrativas. Em sua opinião quais seriam as três obras prioritárias para sanar problemas da nossa cidade? Saneamento básico para todos; estações para tratamento de esgoto; construção dos portões de entrada para a cidade.

  (10/02/2001)Você também se inclui no rol daqueles que acham que as teorias e análises sofisticadas, de tanto analisar as árvores e as folhas, nos fazem perder de vista a floresta, os fatos verdadeiramente essenciais, maiores?

Não. Teorias e análises – mesmo quando sofisticadas – têm qualidade, destinatário e resultados compatíveis. Ou: boa com bom, é bom; boa com ruim, é ruim; ruim com bom, é ruim; e ruim com ruim é ruim.  

(17/02/2001)Recentemente, o grande jornalista brasileiro, Arnaldo Jabor, disse que “as soluções dos problemas da corrupção e da criminalidade no Brasil não virão enquanto os homens de bem não tiverem a mesma ousadia dos corruptos e dos criminosos. Mas, neste caso, não basta só a ousadia dos homens de bem, é preciso haver a mobilização popular, tendo em vista a mudança radical no comportamento dos homens que governam este país…”E aí?

Os idealistas, que motivam os radicais são os que costumam propor o impossível: mudar a natureza das coisas. A proposta do jornalista, que incorre no mesmo erro, não é solução. É uma utopia degenerativa. Embora desnecessário é bom lembrar que a humanidade jamais deixou de resolver as suas grandes questões. E resolver significa solução adequada e oportuna.  

(24/02/2001)O que é muito bom e o que é muito ruim em Araxá?

Muito bom: o Barreiro; muito ruim: cachorros soltos pelas ruas.  

(03/03/2001)Araxá poderia ser outra cidade, se tivesse…e se não tivesse…

Araxá poderia ser outra cidade, se tivesse como melhorar a renda de sua população e se não tivesse que priorizar a assistência social.  

(10/03/2001)Você também se alinha entre aqueles que acham que a reabertura do Grande Hotel pode significar a redenção plena de Araxá?

Redenção, não, porque não é o caso. Mas vai ajudar muito a cidade.  

(17/03/2001)Dizem que “a metade dos políticos brasileiros é incapaz. A outra, é capaz de tudo”. Como é que você vê isso?

A afirmação é injusta, embora possa ser verdadeira.    

(24/03/2001)Que deve fazer nosso prefeito com vistas à superação do problema do desemprego em Araxá?

O desemprego, geral no Brasil e adjacências, tem causas conjunturais e/ou estruturais. Combater essas causas está acima das possibilidades municipais. A iniciativa privada, que é a grande geradora de empregos, está, ela própria, meio “desempregada”, face às dificuldades que vem enfrentando. É preciso superar as causas acima para combater o desemprego. E isso é assunto do Governo Federal. Ele está agindo, e há sinais animadores. A economia reage. Aguardemos!  

(31/03/2001)Que ações espera da nova Câmara Municipal em favor do desenvolvimento de Araxá? 

Nada de especial. A Câmara tem atribuições definidas. Que cuide delas com honestidade de propósitos.  

(07/04/2001)Dizia Machado de Assis que o adágio “a ocasião faz o ladrão”, não é correta, pois esta “faz o furto, o ladrão já nasce feito”. O que você acha desta forma de pensar do grande mestre, principalmente nos dias que correm?

Tudo passa, tem seu tempo. Machado de Assis, hoje, é o martírio dos estudantes nos enlatados dos vestibulares. O adágio, para os dias que correm, seria: “O Governo teme a CPI; os bandidos não temem o Governo; os cidadãos temem os dois!”Cruz e Credo!  

(14/04/2001)Será que a CPI do futebol terminará em pizza, como quase tudo neste país?

Futebol é esporte. Futebol profissional é jogo. Em jogo corre dinheiro. Dinheiro em geral atrai trapaceiro.Então, a CPI, data vênia, Vossa Excelência, “modus in rebus”, “mutatis mutandi”, “penalty”, “low profile”. Com Suíça, do lar, Tigrão, rapadura, “ora pro nobis”, “in verbis”: PIZZA.  

(21/04/2001)Araxá de fato faz bem?

Araxá é o lugar onde mais se avista mulher bonita. E depois, muito depois, se avista o sol. Araxá faz muito bem.  

(28/04/2001)Que lhe parece mais importante: a imaginação ou o conhecimento?

O mais importante dos homens pode tirar-me tudo. Menos o conhecimento. É meu. Poderei vendê-lo a quantos queiram pagar por ele. Poderei vendê-lo todos os dias, uma, duas, dez, cem vezes. Ele continuará meu. Me alegra detê-lo. Milhares de infinitas vezes. A cada dia quero-o aumentado. Sei o que vale. Mas vale, principalmente, porque ele está em mim e posso cedê-lo em proveito da humanidade. É dela que ele veio. Sua irmã, a imaginação, dorme e se desperta quando ele, o conhecimento, se prepara para servir. Ele não é maior nem menor do que ele. Têm o mesmo tamanho. Junto, são tudo. Separados, quase nada. 

(05/05/2001)“Olho por olho, dente por dente”  -  Os presos agem acertadamente quando estupram os estupradores que pintam nas celas, ou deviam ser mais condescendentes com eles?”

Esse modo de agir está abaixo da irracionalidade. Mas há racionais que o aplaudem. 

(12/05/2001)A eutanásia já está legalizada na Holanda. O Brasil deveria fazer o mesmo ou a eutanásia contraria a índole do brasileiro?

Há uma grande distância entre o não querer mais viver e o querer morrer; entre o não convir viver e o dever morrer. A eutanásia navegará por estas e outras dúvidas à espera da decisão. E quem decidirá é a questão maior, é onde está o perigo. Mas a eutanásia virá, traduzida pelo bom senso, aí súcubo da razão. A Holanda abriu o caminho. Ficou mais fácil o debate.  

(19/05/2001)“Crá com crá, cré com cré”: você também é daqueles que acham que Toninho Leonardo tem cheiro de povo, ou pode estar se sentindo deslocado, como um estranho no ninho?  

Para o prefeito, cheirar ou não cheirar não fede  nem cheira. Acho.  

(26/05-2001)Foi Glauber Rocha, um sonhador, quem disse: – O sonho é o único direito que não se pode proibir. Glauber tava certo ou tava errado?

Como sonhar não é um direito, é imanente ao homem, fica apenas o eco da frase de efeito. Fora isso, o conteúdo zero.  

(02/06/2001)Dizem as más línguas que quando os Estados Unidos espirra, o Brasil tem pneumonia e recai. Que acha desta afirmação: o Brasil é mesmo subserviente, lacaio dos americanos, ou tudo não passa de meras fofocas?

Tudo são fofocas. O tempo do alinhamento automático é coisa do passado, de décadas atrás. A política externa brasileira é soberana, pragmática e conduzida com habilidade e firmeza. Na parte econômica, as coisas podem se passar de modo diferente, porque as leis do mercado e o protecionismo não respeitam nem vontades nem direitos.  

(09/06/2001)Certos monges do Tibet e da Índia conservam sua juventude até idades muito avançadas, graças – dizem lá, eles – ao poder da mente e do espírito. E você o que acha: eles são mesmo os agentes que controlam a vida?

É da essência do budismo que todos os seres humanos querem ser felizes e evitar o sofrimento. Que o caminho para isso é manter um estado de espírito positivo. A mente e a meditação sá partes do caminho. (The little book buddhism, Dalai Lama, citação não literal).  

(16/06/2001)Você também acha que nas classes mais ricas, certos pais consideram que abundância material satisfaz todas as necessidades dos seus filhos, ou esta lhe parece uma forma de fugir à responsabilidade de criá-los?

Não, para os dois casos.  

(23/06/2001)Jorge Amado, “lúcido ou gagá”, ao dizer que  “velhice é uma porcaria”?

A velhice é o pódio da vida. O idoso, um vencedor.  Jorge Amado, no pódio, cheio de glória e cheio de morte, quer ainda correr…  

(30/06/2001)Você seria realmente feliz, buscando querer menos do que possuir mais, ou isso não existe nos dias que correm?

Para se feliz, o bom seria querer um pouco mais do que menos e possuir um pouco menos do que mais. E manter dinâmica à véspera de cada extremo. É simples.  

(07/07/2001)Se já está mais do que provado que peixe morre é pela boca, por que esta insistência do ser humano em alimentar-se muito e inadequadamente?

Comer, dormir, sexar e satisfazer vaidades são as excelsas razões de viver de 99,99% dos seres humanos. Somados os mentirosos e os moribundos a esses 99,99%, chegou-se a 100% da humanidade. Então, “muito e inadequadamente” seria inadequado.  

(14/07/2001)O Parlamento britânico aprovou, no dia 23 de janeiro último, a “clonagem terapêutica” de embriões humanos, exigindo que os clones só sejam em prol da medicina. A intenção, dizem as notícias, “é gerar bebês usando o código genético de um paciente que sofre de câncer, por exemplo. Antes do embrião completar quatorze dias, suas células seriam retiradas para produzir tecidos nervosos ou órgãos para transplante, como coração, rim e medula, com o mesmo DNA do paciente e, portanto, menos risco de rejeição”. E aí, como vê a tal “clonagem terapêutica” aprovada pelo Parlamento inglês?

Com pesar. O meu time já terá saído de campo.  

(21/07/2001)O ciúme é válido, ou o ciumento devia ser comido no ninho?

O ciúme é esse ar podre, mas bom de cheirar, que circula entre os amores. É o velhaco do relacionamento.  

(28/07/2001)É verdade que os fins justificam os meios, principalmente na política? Resposta de um russo seria: “Tenho a minha opinião, mas confesso que eu mesmo não concordo com ela”. (Faço minha esta resposta, só que ao contrário).P.S. Os russos, segundo a lenda, são extremamente teimosos e prestigiam sempre o desacordo para poder continuar a discussão. Lá, há o caso de uma discussão num velório em que, a certa altura, até o defunto interveio. O finado teria se sentado, falado, discutido e, depois, dando graças a Deus por estar morto, deitou-se morto porque não concordava com os que, no discutir, diziam que ele estava vivo. Foi enterrado. Quem falou isso foi o Tigrão. Lá na “Boa Vista”. Essa inconfidência dele teria desagradado muito ao presidente Vladimir Putin, gerando um desentendimento entre os dois. Acabou que o Tigrão não vai mais viajar num foguete russo para ir controlar o trânsito de satélites lá em cima. Ele tinha ganho até um apito novo pra levar. Tigrão, tranqüilo, minimiza reação do Vladimir: “Bobagem, desculpa; na verdade o foguete deles ta na oficina, todo desregulado, e dependendo de peças a serem fabricadas na Antinha, me falou um espião que tenho lá na Rússia. Não acreditei nele também, porque as únicas peças que a Antinha pode fabricar  são queijos e rapaduras pra matula dos astronautas! A Antinha, com princesa e tudo, não fabrica nada”! Quem deu o apito novo foi o comércio da “Olegário Maciel”.

Agora eles querem o apito de volta. E dizem: “O Sr. Tigrão pode ficar, mas o apito ele tem que devolver! O fim não justifica os meios!”  

(Correio de Araxá, 04/08/2001)Nesta semana a coluna não foi publicada.  

(11/08/2001)Em sua ótica, “tecer uma rede é melhor do que rezar por peixes à beira da água”, ou rezar por peixes à beira da água é melhor do que tecer uma rede?

Ficar parado não leva a nada. Agir. Trabalhar. Tecer a rede.  

(18/08/2001)Você também acha que a sala de ver TV pode ser – guardadas as devidas proporções – considerada um Coliseu moderno?

Há semelhanças. A gente não sabe se está se divertindo e sofrendo, ou se sofrendo e se divertindo. Por outro lado, acho que nem César nem os leões iriam ter saco com gladiadores da atualidade (Faustão, Ratinho etc).  

(25/08/2001)Quem o disse foi um notável pensador: “ a política é a guerra sem sangue e a guerra a política com sangue”. O seu pensamento a respeito.

Palavrório bem articulado e inútil.  

(1/09/2001)E os deputados mineiros, hem, “pegando” na moleza, até outro dia, R$ 60 mil/mês!

Comente para os seus leitores desta coluna.  

(08/09/2001)Será que é assim mesmo: “ O rico furta do pobre, o pobre furta do rico, o governo furta dos dois”?

É mais ou menos isso. Há mais reciprocidade, contudo.  

(15/09/2001)Que fazer, a curto prazo, a fim de impedir que falte água para a população brasileira? 

A curto prazo, só racionamento. 

(Correio de Araxá, 22/09/2001)Como lhe pareceram os seis primeiros meses do governo Toninho Leonardo?

Com a eleição do Toninho, a cidade tinha esperanças. Agora, certezas.  (29/09/2001)A coluna não foi publicada.   

(06/10/2001)Estão cantando por aí que Itamar deixa o governo do Estado um ano antes do témino de seu mandato, para candidatar-se à Presidência da República, cedendo o comando para Newton Cardoso. Dá para assimilar um negócio desses?

Dois baianos e uma só baianada. Um, governa de menos; o outro, governa demais!  

(06/10/2001)Se a índole do brasileiro repele a pena de morte, que fazer, então, para conter a onda de violência que assola infelicita a nação verde e amarela?

Se é uma onda, a constância da lei e a ação persistente de seus agentes trarão a normalidade de volta. O futuro nos dirá.  

(20/10/2001)Você também acha que “a inveja é o mau hálito da alma”?

Quem vive, inveja.  

(27/10/2001)O cientista político Sérgi Abranches foi curto e grosso quando disse que a “Justiça brasileira tem duas faces. Uma é cega aos crimes dos  ricos”. Tem? É?

Crítica injusta, rancorosa e demagógica. Palanque.  

(03/10/2001)Palavras saídas da boca do economista Celso Furtado: – “O atual governo deixou-se domesticar e serve a outros interesses, que não são os do Brasil. O pessoal que manda hoje em nossa economia – no Ministério, no Banco Central, BNDE etc – veio dos Estados Unidos para cá e parece ter maior solidariedade com ele do que conosco”. Comente estas declarações do ilustre brasileiro.

Para desfalar Celso Furtado, só outro Celso Furtado. Passo.  

(10/11/2001)Qual lhe parece a grande conquista feminina nos tempos novos que correm para a mulher?

A liberdade. Que um dia há de ser “ampla, geral e irrestrita”. Hoje, essa liberdade está apenas a preludiar o futuro da verdadeira igualdade entre homens e mulheres. E é da urgência humana que esse futuro chegue logo. E há de.  

(17/11/2001)Céu e Inferno: o que há de verdade, no seu entendimento, em torno desses assuntos? 

Não sei. Vou recorrer aos universitários…  

(24/11/2001)Que conceito tem acerca do que seja “perto”, ou do que seja “longe”, ou “longe é um lugar que não existe”, conforme falou o escritor?

O escritor tem razão. 

(01/12/2001)O que falta para Araxá se tornar, realmente, uma cidade turística? O que temos por aqui – fale a verdade – dá pro gasto ou fica devendo?

Araxá vive o turismo há mais de cem anos. A chegada de Antônio Leonardo Lemos Oliveira na Prefeitura deu nova dimensão no trato das questões de turismo. Visionário e incansável, Toninho já nos mostrou que a grande porta do turismo se abre por dentro. Estamos bem, em tudo. O futuro é promissor, especialmente os próximos três anos.  

(08/12/2001)Você tem medo de quê? E pavor?

Medo ou horror só com a ameaça configurada. Quem os rege é o instinto de conservação, antes que a racionalidade. È na hora! 

(15/12/2001)Itamar Franco é briguento e bom governo, ou é só briguento?

Itamar governa, mas está sempre achando que é preciso calibrar os pneus do trem.  

(22/12/2001)Os dez vultos da humanidade, exceto Jesus e você?

Buda, Sócrates, Maomé, da Vinci, Shakspeare, Marx, Santos Dumont, Einstein, Walt Disney e Bill Gates. Suplentes: Alan Kardec, dr Barnard e  Luther King.

2002

(26/10/2002)Que sugestão tem para a erradicação do problema do lixão de Araxá?

Coleta Seletiva do lixo, construção do aterro sanitário e conscientizar a população. Ressalvo que essas providências já estariam em andamento ao que sei.

  (02/11/2002)

Os dez araxaenses que mais se destacaram em Araxá, em diferentes áreas de atuação, no século passado?

  Agenor Lemos – agronegócio; Atanagildo Côrtes – imprensa; Danilo Cunha – advocacia; Domingos Santos – homem público; Elias Porfírio de Azevedo – lazer e cultura; Geraldo Pereira Marques – empresário; Marcelo Gusmão Machado -  arquiteto; Pedro Pezzuti – medicina;  Ricardo Zema – comércio; Salomão Akel – indústria; Thiers Botelho – homem de visão; “Hors-Concours”: Calmon Barreto, José Adolfo de Aguiar, Leonilda Montadon e José Tadeu.

  (09/11/2002)Musicalmente, Araxá tem alcançado relativo destaque nos últimos anos. No seu modo de ver, e pela ordem, quais os melhores intérpretes araxaenses, não importa o gênero?

Em ordem alfabética: Bosquinho, Emílio e Eduardo, Germano Soraggi, Henrique Natal, Leonídio, Magaly Cunha Porfírio e Maria Ângela de Azevedo Bittar. 

 (16/11/2002) Fale-nos com franqueza: como andam as suas relações com o Deus que o criou?  

Deus, que nos sabe a todos, nos fez para a felicidade. Livres e sem temor. Ou vamos com Ele ou Ele nos leva. 

 (23/11/2002)O médico e cientista francês Claude Bernard, expoente em sua área no século XIX, disse que “quem não sabe o que procura, não compreende o que encontra”. Como vê, você, esta afirmação de Claude Bernard?

Afirmação sem futuro, mesmo no passado.

  (30/11/2002)Tantos séculos se passaram e ainda hoje a fome, a miséria e a desigualdade social imperam em nosso país. Por que isso?

Sem riqueza nacional para custear saúde e educação não as chega a nada. E sem saúde e educação, não se chega à riqueza. Não era, não é e nunca será fácil para um país superar a fome, a miséria e a desigualdade social. 

 (07/12/2002)Onde fica o bicho da goiaba, quando não é tempo de goiabada? De férias, passeando de mosca. 

 (14/12/2002)O traficante, o seqüestrador e o estuprador devem ser tratados como os demais contraventores, ou uma atitude radical  -  por exemplo, o paredão  -  poderia dar resultado mais prático e satisfatório?

A lei é a majestade das criações do homem, porém, às vezes, ela precisa de trancos para pegar. Ta na hora dos trancos. Acho. 

 (21/12/2002)Relacione dez coisas que enchem o araxaense de orgulho…

O Barreiro, Dona Beja, a limpeza da cidade, as praças e jardins bem cuidados, os doces, as igrejas e museus, os serviços de saúde, a segurança, a rede escolar e faculdades, as opções de lazer, a rede hoteleira, a beleza geral da cidade etc…etc.  

2003 

(11/01/2003) O Brasil poderia estar numa situação muito privilegiada, se…

a)o PIB fosse de 30 trilhões de reaisb)o analfabetismo fosse zero c)a escolaridade 8 anosd)a mortalidade infantil zero, e

e)a expectativa de vida  de 85 anos.Como?

Não sei.

  (18/01/2003)O nosso jovem parece que se encontra perdido, numa encruzilhada sem saber que rumo tomar. Afinal, o jovem está precisando de que para reencontrar o caminho?

 O jovem não está perdido. O entorno é que pode estar errado. 

 (28/01/2003)Dos doces produzidos em Araxá, qual o que mais lhe apetece, o melhor deles?

Ameixa de queijo.

  (01/02/2003)Dever-se-ia fazer o que com o político ou com a autoridade que roube do país?

Deviam ser punidos com a perda da cidadania etc. 

 (08/02/2003)Você também é daqueles que acha que o prefeito Toninho Leonardo está dando um “show” de administração à frente da Prefeitura Municipal? Em caso afirmativo, quais as ações mais importantes de Toninho nestes dois anos?

O prefeito Toninho vai muito bem. A eficiência é geral.

(15/02/2003)Vai “pegar pesado” assim lá no Afeganistão! Vejam o que disse Florynce Kennedy, com certeza, uma feminista pra lá de arretada, e dê o seu parecer acerca do que ela falou: “Se os homens engravidassem, o aborto seria um sacramento”.

Lutar para “sacramentar” o aborto. É o que deveria fazer. Ela.   

(22/03/2003)O Brasil virou bagunça por quê? Enumere as ações que mais têm contribuído para infelicitar a nação verde e amarela.

 Corrupção, impunidade e falta de ética.

  (01/03/2003)Quando menino, você pensava em ser o que ao crescer? Sente-se frustrado ou está tudo nos conformes?

 Não me lembro de pensar nisso  -  ser o quê?  -  quando era menino. Gostava de aviões e ir ao Campo de Aviação ver os pilotos de Aeroclube voar. Ia com o Joca, filho do Maestro Firmo. Decidi pela Força Aérea. Entrei e gostei…muito.

(08/03/2003)Aquilo que é urgente, hoje, em Araxá? E no Brasil? A propósito, o mundo está precisando de quê?

Recuperação das rodovias e segurança pública são urgências nacionais. O mundo precisa que a ONU funcione e seja soberana.

(15/03-2003)Você se considera realmente senhor do seu destino?

Vou tenteando arrumar as coisas, achar os meus rumos. No destino, não acredito. E só é livre, dono de si, aquele que perdeu tudo.

2004

17/04/2004O sacrifício de Cristo?

Parece-me que sim.  Ele é o Senhor do Universo. Dizem. 

24/04/2004Por que Deus fez mulheres feias?

Pelas mesmas razões que fez homens feios. 01/05/2004Qual a posição política do Demônio?

Pagar à vista e receber à prazo. 08/05/2004Como católico, como explica o incesto certo que houve entre Adão e Eva e sua progênie, sem o qual o mundo não poderia ser habitado?

A resposta está na parte final da pergunta.
 
 
15/05/2004
Qual a sua interpretação do número 666 do Apocalípse?
 

Não conheço o assunto.  

22/05/2004Aceita que os justos paguem pelos pecadores, pelo fato da existência do pecado original?

É a regra. Para os que crêem. 05/06/2004Se o Papa ficasse louco, ainda assim os católicos lhe deveriam obediência, diante do fato de sua infalibilidade?
 

Enquanto for Papa, é Papa. Mas o Vaticano não é louco. É pragmático. 
10/06/2004A poesia, o que é a poesia?
 

A poesia é uma oração. Sem credo. Sem crença. Só alma.
 
 
03/07/2004
E o poeta? Que é o poeta?
 

O poeta, quando é, é indefinível; quando não é, é poeta.
 
 
10/07/2004
E qual é para você a coisa mais fundamental da vida?
 

Satisfazer-se.  
 
 
17/07/2004
Onde vive a música?
 

A música vive nas redondezas da alegria. Perto da felicidade.  

24/07/2004Que é que você acha do parto sem dor?

Esta pergunta seria para as mulheres. Mais mães.
 
 
31/07/2004
Que pensa da energia atômica?
 

Sem ela o sol estaria apagado; o mundo escurecido; o universo decomposto. Ela é, principalmente, tudo.

 

07/08/2004 O que é loucura?
 

A loucura é a sensatez dos insensatos.


 14/08/2004O medo? Que é o medo?
 

O medo é um sentimento que espanta a coragem e previne imprudências.
 

 21/08/2004Que acha você do suicídio e dos suicidas?
 

O suicídio é o ato mais complexo a que pode estar sujeito o ser humano. O suicida não teme a morte,   

28/08/2004Que é a noite?

A noite, uma invenção do sol para agradar à lua. É a parte mais humana do dia  

04/07/2004Que acha da relação entre homem e mulher?

É a mais agradável das fatalidades  

11/09/2004Deve um homem perdoar o adultério de sua mulher?

Depende da mulher.  

18/09-2004Que acha de Freud e da Psicanálise?

Fundamentais.  

25/09/2004Quem é mais importante a criança ou o homem?

O homem. A criança pode esperar. Até.  

02/10/2004Os bichos entendem os homens?

Não.  

09/10/2004Por que é infeliz o homem moderno?

Porque, tendo mais consciência da vida, chega a pensar que não vale a pena viver. E penetra num dilema que muda os rumos da felicidade. E se engana.  

16/10/2004Haverá sempre pobres no mundo?

Não. A tendência é para o equilíbrio.  

23/10/2004Onde está a salvação para o Brasil?

Não está nos políticos.  

30/10/2004Qual era o comportamento do anjo da guarda de Karl Marx?

Contraditório. Tomava conta do Marx, mas achava que trabalho pra capeta.  

06/11/2004Qual a sua posição diante da raça negra e dos problemas de discriminação racial?

Os negros que vivem no Brasil somos nós, o povo brasileiro. O racismo deve ser incansavelmente combatido. Com inteligência para não gerar anti-corpos.  

13/11/2004Como pôr fim à angústia dos dias?

Variando o cardápio da vida.  

20/11/2004O que é um chato?

Um pessoa agradável ao contrário.  

27/11/2004Preciso fazer umas perguntas, que nunca foram respondidas.Você, naturalmente, responde se quiser:

  1. O que é o câncer?
  2. O que são os discos-voadores?
  3. Por que ficam os açougues acesos de madrugada?
  4. O que é maior: a criatura ou a criação?

 Respostas:Uma doença. Com amplas possibilidades de cura graças ao avanço da medicina.Uma fantasia que a ciência vai desfazendo.Por medida de desperdício.A criatura. 

11/12/2004E a morte? Que é a morte?
 

A morte é uma certeza da qual é sempre conveniente duvidar. 

Primeiro que a História

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 3:07 pm

Tudo está feito. Está criado. Já nada mais posso ou devo fazer? Posso exceder-me? É dúvida e com ela, não convivo porque sou, antes de tudo, a certeza, a exatidão. Mas, então, o que me atormenta, atormenta a mim que sou inatormentável, sou estável e sei? Nada! Mas há algo que ainda não é e que precisa ser! 

 - Arcanjo! O que falta nessa obra finda embora infinita que é o Universo? O que falta, diga-me? Sinto-me cansado, o que falta?

  - “Senhor, nada falta. E, se faltasse, o Senhor, que tudo sabe, teria ciência e o processo, que infinito, seguiria num fazer que é hoje, ontem e amanhã. É isso! Saber tudo é quase como não saber nada! O limite avança, não pára nas noções. E sabendo o que falta, o Senhor faria porque tudo pode. E como tudo sabe e tudo pode, o senhor tem o direito – direito? – de, também, esquecer, não se lembrar. Mas não é justo que a perfeição seja imperfeita a não ser que na busca de si mesma. E, sabendo e podendo, o que seria o limite? Estar para ver. Presente. Em todos os lugares dos lugares, em todas as partes, em todos os não lugares! Presença ubiqua. Estar, ver e poder. É a criação. Nada falta, Senhor, mas o Senhor pode exceder-se a si mesmo. Cada homem é parte do indivisível, que é o Senhor. É isso, mais não compreendo, Senhor.”

  - Arcanjo, tudo o que você disse eu já sabia. É triste! Ninguém jamais me dirá algo de novo. Constatação é o instante que não se acaba, por único. Mas, Arcanjo, falta algo em toda esta criação. Algo, há, por fazer! O que; meu Deus! Tenho que recorrer a mim mesmo, nesse apelo que reafirma a minha plenitude de saber, poder e estar. Absoluto. Ah! Começo a entender, que sublime! É lá, é lá! Na terra há de existir um lugar mais especial, que esteja e seja à margem de águas; circundado de serras e morros que engrandeçam o horizonte; que reste ao pé de morro que aponta o céu; que o céu seja continuação da terra; que um não se separe do outro em beleza e perene harmonia. E lá minha vontade, se manifestará pela exceção: tudo será feito no tempo dos homens, nunca ficará pronto porque minha vontade será um aperfeiçoar constante. A obra dos homens é a minha obra. A obra é única. Será lá! O brejo do início, suportando e criando um logo, será visto pelos homens, caminheiros, de longe. E a lagoa será a referência para os que passam. Depois, a lagoa irá, drenada pelos caminhos abertos pelo gado. A referência dos passantes não será mais a lagoa, mas a Lagoa Seca! Esse será o lugar, a Lagoa Seca, a obra de minhas obras todas, o instante de todos os tempos! No centro dessa terra o encanto persistirá e, no meu aperfeiçoar, poder, ver e estar irei, a cada dia, abrindo maravilhas na Lagoa Seca É o que quero. Num segmento especial do tempo medido pelos homens – que são eu – lá colocarei dois de meus filhos para, edificando a obra dos homens, nossa terra que é minha, iniciem e continuem, a minha eterna vontade. A eles darei tudo e todo sofrimento para que, a cada dia, tenham a alegria da esperança renovada, que sou eu. Para lá irão o Juca e a Cecília. Quando o tempo deles terminar, o que será nunca, porque é o meu tempo, outros virão, que os mandarei. Lá é a terra adorada. É meu lugar. Eu que sou aquele que é. Aqui.


 

Carta para o Fabiano Santos Cunha

Filed under: Uncategorized — ronaldoapborges @ 3:01 pm

Panamá, 27 de Outubro de 1987

Fabiano,  

Estava me lembrando de você com uma aventura que fiz na semana passada. Coisa pequena, de não muita importância. Manos importante do que aquele gol que eu marquei depois de driblar todo o time do Beraba Esporte. Acho que você se lembre desse gol, não! Foi aquele que eu chutei tão forte que a bola arrancou a trave superior, o travessão. O importante desse gol foi que eu completei, com ele, vinte e sete gols de bicicleta. Isso também, você sabe, não tem importância, embora seja um recorde mundial e luau, porque também lá na Lua ninguém fez tanto gol; mas o que quero te contar, e que não é igualmente importante, é o que fiz na semana passada; não foi gol, não; foi um lance de mergulho, no oceano, Oceano Pacífico. Então, foi assim (vou contar rápido para você não emocionar muito; guenta ai!).   

Fui mergulhar no Pacifico. Queria caçar alguns peixes pra comer no final de semana e para dar para a Feira das Nações. Queria pescar, digo, caçar só umas oito toneladas de peixe, no máximo. Levei meu arpão novo, aquele eletrônico, branco, de pontas argoladas. A água tava limpinha, limpinha; dava pra ver longe, muito longe. Caí nela – na água – e fui mergulhando, querendo ir bem fundo. Logo que comecei o mergulho já fui arpoando um peixe atrás do outro. Arpoava e mandava para a superfície; depois de umas três horas no fundo d’água, quando estava mais ou menos a uns setenta quilômetros de profundidade, conferi o arpão e vi que só restava um tiro! Tinha que voltar à tona por falta de munição. Eu queria te dizer que beleza tava a água: limpinha mesmo! Se a gente prestasse bem a atenção dava para avistar o Japão, lá do outro lado. E eu avistei! Deu para ver bem que era o Japão pelo jeito do povo que tava nadando. Tudo de olho quase fechado e de cabelo preto. Mas, ai, sem munição, resolvi aproveitar o mergulho e tentar, já que tava numa fundura boa, passar por baixo do Panamá e sair no Oceano Atlântico; não sei se você sabe que tem uma passagem que dá para passar um homem nadando. Ela fica a 87 km de profundidade – não é muito, pelo menos para mim que to acostumado com mergulho. Acho que até para os outros também não é muito. Tem gente que vai muito mais fundo, só que não volta; não volta porque não sabe os macetes, como eu. Pois é, e não era meu dia de sorte! Não ia conseguir passar. Meu ecobatímetro tava reguladinho, funcionando bem, mas não consegui achar a passagem em tempo! O perigo tava vindo pra cima de mim e eu ainda nem tinha percebido. Periguinho, de pouca ameaça, mas vinha. Sei que você já pescou lambari, e, tem uma idéia das coisas lá embaixo d’água. Pois foi assim, pura verdade verdadeira; senti a água agitar e uma onda violenta me virou de costas. Procurei equilíbrio, meio de banda e então eu só vi a boca do bicho. E que bicho. E que bicho, Fabiano. Um tubarão, imenso. A boca dele era maior do que as portas da Igreja Matriz e da Igreja se São Sebastião juntas! Dente, nunca vi tantos; os menores tinham pras mais de dois metros! Lembrei-me até do Lincoln Dentista! Cruz, que perigo para uma pessoa sem experiência!!! Isso tudo foi muito rápido. Dei essa olhada, catei o arpão, preguei fogo que nem o Rambo e foi aquele horror no fundo do Mar!… Um movimentão doido, coisa de cinema. Eu só sentia que tava sendo arrastado em alta velocidade! Mas eu sabia: tinha acertado no tubarão e, pelo jeito que ele tava bravo, só podia ter sido no saco dele! Coisa de louco! Que troço, sô…  Depois de algum tempo, houve um rolo danado, que eu não entendi porque a água tava agitada e suja; não entendi bem, mas um pouco eu entendi. Nessa altura eu estava agarrado no arpão e sendo arrastado pelo tubarão! A velocidade era mais do que a do carro do Piquet, uns 500 kilômetros por hora. Então houve a tal rolo que não entendi bem, como disse. Eu rodei muito, fui jogado para cima, para baixo e não sei mais o que aconteceu ou acontecia. Quando tudo acalmou um pouco, veja você a minha sorte: eu tava preso a um submarino americano pela corda do arpão!… Nisso eu dei sorte, era submarino americano tava perto de casa. Se fosse russo, eu não ia agüentar a viagem! Muito longe! Daí a pouco eu vi o submarino embicar para cima. Eu queria me livrar da corda do arpão, mas não tinha jeito. Subi com o submarino. E, quando chegamos à superfície, que sorte! Tava perto da terra! Dava para ver que era os Estados Unidos!… Sorte danada de grande, a minha… Era a Califórnia ou Texas, pelo jeito da poeira que as diligências levantavam. Veja você, depois de um mergulhinho eu fui chegar aos Estados Unidos, e sem passaporte. Bom, então vamos para o final que você deve tá doido para saber como é que eu consegui roupa enxuta para vestir. O submarino quando na superfície, deu uma freiada violenta e acabei danado uma testada na lateral dele. E foi sorte! O comandante  assustou com o barulho anormal e mandou abrir a escotilha – aquela tampa que fica em cima. O marinheiro que saiu para ver se tinha avarias me avistou, apontou uma arma para mim e mandou: “mãos ao alto!” Obedeci, mas afundei sem querer. Ele atirou e, então, eu lembrei que o arpão meu era branco e abanei ele pedindo paz. Deu certo! Fui recolhido, bem tratado etc. O Comandante me contou que tinha visito o tubarão, e disseque-o tinha uns cento e onze metros de comprimento e era da raça mais perigosa e tinha um olho furado (deve ter sido o meu tiro de arpão). Depois então eu fui homenageado peguei um avião e voltei para o Panamá. A Magaly já tava preocupada porque eu não tinha trazido os peixes para o fim de semana e já era segunda-feira!…   

De tudo por tudo, até que foi divertido. Tô te contando porque eu sei que você gosta de ouvir casos sem importância, como esse. Bom, vou parando por aqui porque tenho que ir treinar pára-quedismo. Tem uma turma aqui que quer saltar lá da Lua e cair aqui no Panamá. Já fizemos os cálculos, da para saltar e chegar. Vai levar tempo é para conseguir transportar, porque o foguete americano ta na oficina e o dos russos não dá conta de súber até lá.  

Um abraço, 

Ronaldo    

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